segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sumi!

Sumi mesmo. Bloguísticamente falando, desapareci. E explico o porquê: nesses quatro meses em que fiquei ausente, virei mestranda. E acho que, depois da aprovação no concurso, isso foi o que mais me trouxe realização.

Há muito tempo quero seguir uma carreira acadêmica. Graduação, especialização, mestrado e doutorado são ideias que habitam o meu imaginário desde 2005, pelo menos. Foi em 2005, quando tranquei o curso de Letras na UFSC, que eu descobri que amo estudar. Simplesmente não consigo parar. Sinto que preciso estar sempre fazendo alguma coisa para não estagnar intelectualmente.

Em dezembro de 2015, fiquei sabendo de uma novidade, ainda nos “bastidores” da Universidade em que trabalho: a Capes havia aprovado um curso de mestrado em Literatura Comparada. Fui eu quem revisei a matéria que foi para o site divulgando essa conquista da UNILA. Fiquei pensando naquilo.

Comecei a ler e a pesquisar. Minha vida pessoal estava meio bagunçada porque, em agosto, havia me apaixonado pela pessoa errada. Então, eu precisava de uma motivação, por isso, usei a seleção do mestrado como rota de fuga: meti a cara nos livros e deixei de pensar naquela situação patético-amorosa. O foco da minha vida voltou a ser eu mesma (além, é claro, de Machado de Assis e Jorge Luis Borges). Esqueci aquela desilusão, não era mais importante, pois eu tinha um sonho de novo. Um sonho só meu, que não tinha nada a ver com outra pessoa além de mim mesma.

Totalmente sem ritmo (quase 4 anos depois de formada), escrevi um projeto de pesquisa. Fui aprovada na primeira etapa. Depois de muita ansiedade, veio a segunda e temida etapa: a entrevista (pra mim, pelo menos, pois já havia sido reprovada em uma entrevista de mestrado, em 2014).

Sim, é muito esquisita essa sensação de estar diante de quatro doutores que estão te avaliando e você não faz a menor ideia do que eles perguntarão, menos ainda do que eles pensarão sobre suas respostas.

Eu sou a rainha da ansiedade, fiquei muito desesperada e surtada com esse processo seletivo, mas, no dia 7 de junho de 2016, vi meu nome no Edital: “APROVADA”, diz lá. Eram apenas 10 vagas, mas eu só precisava de uma. Pensei o mesmo, em 2012, quando escolhi fazer o concurso para Revisor de Textos; tinha apenas uma vaga: a minha!
E assim foi e vem sendo e desde que eu tomei uma decisão na minha vida: somente nós mesmos é quem impomos nossas autolimitações.

Já percebi que, depois desse 7 de junho, minha vida nunca mais será a mesma, minhas horas dos finais de semana terão de ser equacionadas. As aulas ainda não começaram, mas a troca de e-mails com o orientador, sim. E já estou com uma listinha de livros para ler e um artigo para escrever.

Então, foi por isso que sumi. Estou muito ocupada vivendo este sonho meio louco, que me privará muito da minha vida social que tanto amo, mas que não é mais o de outra pessoa: é o meu sonho!

Um comentário:

Maria Librenz! disse...

Perfeito, filha! As pessoas não entendem muito bem estas loucuras, mas eu sei o que você quer, eu sei que você é capaz e sei que vai conseguir! É pouco tempo. Dois anos passam voando e você terá uns intervalos para curtir os amigos e principalmente, cuidar de você! Não descuide de você, não pare com as atividades físicas, please! Te amo.