terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Nunca deixe de sorrir

Mesmo que o mundo não seja gentil comigo, mesmo que a vida me dê muitos motivos para chorar, mesmo que as pessoas que eu mais amei já tenham me decepcionado, mesmo que tudo esteja dando errado, eu nunca deixo de sorrir. Este riso fácil é a minha marca. Já ouvi muita gente dizer "A Pati está sempre rindo". Nem sempre estou rindo, mas, na medida do possível, eu tento rir mais do que chorar, agradecer mais do que reclamar, perdoar mais do que guardar rancor... Mas o riso é a minha arma mais poderosa, pois se eu deixar de sorrir, é como se estivesse desistindo de mim mesma. E eu sou a única pessoa da face da Terra que não pode, jamais, desistir de mim.

Quando estava em Chapecó e pedi redistribuição para a UNILA, minha família foi contra essa minha decisão de retornar a Foz e vir morar com meu atual ex-marido. Eles não acreditavam mais naquele meu relacionamento, mas eu queria voltar para cá, porque tinha algo dentro do meu coração que dizia que eu não poderia desistir ainda, parecia que eu havia deixado de fazer algo naquela relação e que, por isso, não havia dado certo (perdão pelo cacófato!). Algo me fazia acreditar que poderia ser ele o amor da minha vida. Naquele momento, desistir daquele amor seria como desistir de mim e, desistir de mim seria como deixar de sorrir, para sempre. Então, eu voltei - e foi muito importante esse meu retorno. Às vezes, precisamos voltar para entender. Só assim eu percebi, mais de 1 ano depois, que já não éramos mais um casal. Então passei algumas semanas avaliando a minha decisão, para nunca mais ter que voltar atrás, nem ficar com aquela sensação de fracasso ou de culpa por não ter feito tudo o que estava ao meu alcance. Tivemos aquela difícil conversa de rompimento, definimos a divisão dos bens e dos bichinhos, comecei a procurar um lugar para morar, juntei os caquinhos do meu coração, meus livros e utensílios de cozinha e recomecei minha vida do zero... sem geladeira, sem sofá, sem fogão, sem micro-ondas! Não foram dias fáceis e, mesmo assim, eu nunca deixei de levar este sorriso comigo no rosto.


Uma separação nunca é fácil. Eu já passei por algumas... só no meu último relacionamento, foram 3, em 7 anos. Um relacionamento que também nunca foi fácil para mim, que sempre tentei levar a vida de forma suave e, de repente, isso deixou de ser assim, era tudo difícil e "pesado". Mas, sobretudo, fora um relacionamento que me fez amadurecer demais, justamente pelas dificuldades que enfrentei e pela personalidade com a qual tive de aprender a conviver. Com aquele homem, que me levava ao céu e ao inferno, eu evoluí a uma velocidade que, sozinha, levaria, talvez, uns 15 anos! E, mesmo nas piores crises do meu casamento, mesmo em meio às piores tempestades... eu jamais deixei de sorrir.

Um dia, eu li na página "Cifras", do Facebook, algo que dizia mais ou menos assim: "Eu nunca vou me arrepender das coisas erradas que já fiz, mas me arrependo das coisas certas que eu fiz para as pessoas erradas". Eu discordo completamente dessa frase. Coisa de gente recalcada e amargurada, desculpem! O bom da vida é olhar pra trás e ter a capacidade de entender que tudo valeu a pena, caso contrário, você não estaria onde está hoje. A vida machuca, o mundo é cruel, as pessoas nos decepcionam, mas não podemos, jamais, deixar de dar o melhor de nós mesmos só porque alguém não soube valorizar isso um dia... um dia, alguém há de entender! Esteja pronto, ofereça ao mundo a melhor parte de si - estampe no rosto o seu melhor sorriso. Como diria Carpinejar: "Nunca desista da tua alegria porque alguém não a compreendeu antes". Doe-se, mesmo que depois doa. Até porque, não deve ter nada mais dolorido neste mundo do que escolher viver no outono só por medo de se magoar.

Eu sou as escolhas que eu fiz, o caminho que tracei, os erros que cometi. E é por isso que temos que sorrir, afinal, tudo o que nos cerca é fruto de nossas decisões. Eu escolho viver sempre na primavera - e é por isso que não consigo deixar de sorrir. Isso não significa que a tristeza não me atinja. Eu também sofro, choro (muito!) e fico triste. Mas ficar sofrendo por coisas que não podemos mudar é uma opção muito deprimente. A vida fica mais leve quando temos um sorriso no rosto.

Quem não desiste de ser feliz, sorri muito, até mesmo em tempos difíceis, até mesmo quando a alma está chorando e o coração sangrando. Experimente sorrir mais e verá que tudo se torna mais bonito ao seu redor.
E não tenha vergonha da sua gargalhada - todo mundo olha pra mim quando estou dando risada e isso pode ser fantástico, porque uma única gargalhada pode deixar muita gente mais alegre. Já ouvi inúmeras vezes: "Eu dou risada da risada da Pati"... perfeito! Missão cumprida. Por alguns segundos, eu deixei alguém mais feliz!

Eu me apaixono por pessoas que não têm medo de dar umas boas risadas! Para mim, a paixão tem riso fácil. Então, sorria... E deixe o mundo se apaixonar por você.

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