sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

2015 foi ruim?

Hoje, dei-me conta de que não escrevo no blog há 9 dias. Não escrevo porque estou ocupada "sendo feliz". Ontem, na mesa de um bar, entramos no mérito do ano ter sido bom ou ruim... aproveitei o balanço que fiz de ontem para hoje sobre o assunto para escrever, mesmo sem estar descornada "inspiração".

Em 2015, eu não entrei no programa de Mestrado que eu queria, eu terminei um relacionamento de 7 anos, no qual apostei todas as minhas fichas e pelo qual deixei de fazer muita coisa que eu gostaria de ter feito. Eu fiquei sem dinheiro para comprar um carro, porque precisei mobiliar uma casa do zero. Eu participei de uma greve de 4 meses e meio para conseguir um reajuste de 10%, dividido em duas parcelas - sendo a primeira para agosto de 2016 (com efeitos financeiros só em setembro). A academia em que eu nadava me deu os canos, porque paguei um plano semestral e agora a porra da piscina fechou, e aí eu não estou mais conseguindo nadar com a frequência que preciso, porque a outra academia na qual me matriculei é longe de casa e estou tendo muitas cãibras nos treinos para ir e voltar de bicicleta. Em 2015, eu descobri que sou intolerante ao glúten e tive uma bactéria no pulmão que me obrigou a ficar uma semana em casa para tratá-la. Eu me estrepei emocionalmente duas vezes - e financeiramente várias vezes. Para fechar o ano com chave de ouro, eu estou tendo crises de ansiedade, porque percebi que não posso mais adiar a compra de um carro e isso vai me dilacerar financeiramente em 2016, já que minha família não é RYCA. Percebi que vou perder duas passagens que comprei para Curitiba em fevereiro, pois não vou ter dinheiro para passar o carnaval na Ilha do Mel, já que o carro agora é prioridade. Olhando assim, parece que meu ano foi uma droga. Mas eu sou uma romântica e otimista incorrigível.

Em 2015, eu descobri que não devo ter medo de ficar sozinha, porque sou a melhor companhia para mim mesma. Eu conheci uma pessoa maravilhosa, que sacudiu meu mundo e veio para roubar algumas certezas meio ridículas que eu tinha sobre a vida. Eu descobri que adoro vinho. Em 2015, minha prima-irmã se casou, fez uma festa espetacular, me concedeu o privilégio de ser sua madrinha, e esse foi um dos momentos mais lindos da minha vida. Eu viajei sozinha pela primeira vez e foi fantástico estar somente comigo por tanto tempo. Ao me separar, eu fiz novos amigos e reforcei os laços com os que eu já tinha - inclusive, um brinde à amizade, pois graças a isso estou indo de carona para o RS e não vou ficar 18h sofrendo no busão. 2015 foi o ano que eu mais viajei para ver minha família, desde 2008...

Neste ano, voltei a escrever e descobri que amo nadar. Comprei uma bicicleta, voltei a usar lentes de contato, troquei o modelo dos patins e do celular. Eu percebi que sou muito independente para ficar dependendo de carona, ônibus e táxi - e isso está gerando uma crise em mim, mas, tudo bem, crise é sinônimo de oportunidade. 2015 foi, definitivamente, o ano da amizade... me reaproximei da minha melhor amiga com força total, dos meus colegas de trabalho e ganhei uma amiga 14 anos mais jovem do que eu, que alegra meus dias e a quem eu quero como uma filha. Este ano, eu me dei conta de que a vida é muito curta para dizer "não" quando queremos dizer "sim" e estou aprendendo a viver o que ela me oportuniza, sem neuras, sem expectativas, sem preocupações, sem julgamento moral. Este ano, aprendi, aos 44 do segundo tempo, a apertar tecla do "FODA-SE"!

Então, a resposta para a pergunta do título é "não". O ano não foi ruim. 2015 não foi um ano bom o suficiente para eu sentir saudades, mas não foi ruim o suficiente para eu reclamar ou dizer "não aguento mais, acaba logo". Até porque reclamar não combina comigo. Eu odeio reclamar e odeio viver perto de gente que reclama. Este foi um ano de erros e acertos; quedas e ascensões; lágrimas e risos; bebedeiras e ressacas; amores e sabores. Estou pronta para me despedir deste ano sem dor e ressentimento e entrar em 2016 com o coração aberto a tudo o que ele tiver para me oferecer.

O dia em que o Drácula me agarrou!
Desejo que cada leitor tenha um grande ano, com muita coisa boa e grandes aprendizados, mas que, sobretudo, aprendam a extrair da dor e dos erros algo de positivo para suas vidas, sem lamentações e apego ao que não presta mais. Então, olhem para 2015 com otimismo e aí sim, e só assim, vocês serão dignos de um 2016 espetacular.

FELIZ 2016!

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